No próximo sábado, dia 23 de novembro, pelas 15h00, o Museu Rainha D. Leonor vai abrir portas a uma visita revestida de doçura, sabores e saberes tradicionais. Sob o tema «Descobrir um Segredo Bem Guardado: O “Porquinho Doce” de Beja», a atividade, com ponto de encontro no Museu Rainha D. Leonor, convida à descoberta de um doce de amêndoa, preparado em forma de porco, deitado de lado sobre um guardanapo de papel rendado. Não raro, o «Porquinho Doce» também figura na forma de uma porca a amamentar os leitões. A ação, guiada por António Leandro (presidente da Cooperativa Luiz da Rocha – Os Trabalhadores Unidos) e por José António Falcão (historiador de Arte, especializado no estudo da Beja da época barroca), percorre os meandros da história deste doce alentejano, fabricado com massapão corado de castanho, chocolate, e recheado com doce de ovos, doce de gila e fios de ovos. Acrescentam-se duas contas de vidro no local dos olhos e pode enfeitar-se, no dorso, com folhas de azinheira feitas de chocolate e com frases alusivas ao que se deseja festejar.
Acresce o inventário de Produtos Tradicionais Portugueses que, «sendo o porco o animal que entra primordialmente na alimentação das populações alentejanas e sendo a época do Natal, por excelência, a das matanças, começou há muitos anos a ser fabricado numa pastelaria de Beja um doce de Natal com a forma de um porco.» Rematando, a propósito de uma desaparecida casa religiosa de Évora: «Este doce foi também descrito como um “mimo” do Convento do Paraíso».
No decorrer da atividade, os participantes têm a oportunidade de lançar mãos à confeção desta obra-prima da doçaria regional.
Fonte: CM Beja
Foto: CM Beja/Fernando Santos